quarta-feira, 4 de abril de 2018

SEXTA FEIRA SANTA DA PAIXÃO

SEXTA FEIRA SANTA DA PAIXÃO

Uma luz negra brilhou na noite da inocência,

E a verdade clamou por justiça vã;

A paz levitou hesitante na frágil inocência,

Foi lá que a escuridão se fez manhã.

Uma lagrima num rosto em traços aflitos,

Um grito, um nó na garganta do saber;

Entre dores e horrores o infinito,

Rasga o céu na chuva do morrer.

A luz apagou-se naquela tarde mar,

Naquela procissão de tolos incoerentes;

A rede do poder assim se fez pior,

E naquela tarde tombou o inocente.

A morte necessária vestiu-se de esperança,

No coração sedento daquele que tem fé;

Um naco de paixão , um pouco de lembrança,

Criança é aquele, que ama e a Deus crê.

Na morte de um inocente se fez a salvação,

Num mundo conturbado de sede de poder

Irmão mata irmão, porem o coração,

Daquele que morreu, ao mundo fez viver.  

  *J.L.BORGES

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