segunda-feira, 16 de abril de 2018

O RELÓGIO

“O RELOGIO”

O relógio e devorador das horas,

Verdugo do tempo;

Seu tic-tac incessante,

Fecha as portas do presente.

Em seu andar impertinente,

Ele carrega o futuro pela mão;

E num breve instante,

O passado é eternizado.

A morte é tão dolorosa quanto o nascimento,

Porem o relógio pensa saber o que faz;

Ele aclama a noite e os sonhos,

E num segundo o amanha aparece

A tarde chega e o relógio,

Também a devora sem piedade;

Assim o tempo é violado,

E os momentos somem depressa.

*J.L.BORGES

Nenhum comentário:

Postar um comentário