“... E O MERCADO CHOROU”
O mercado chorou,
Logo ele, eloqüente;
Tão bucólico e moderno;
Sonho desta minha gente.
Ele já foi palco d’água,
Magoas desta sociedade;
Um caudal de sonhos,
Dura realidade.
Hoje chora de novo,
Como antigamente;
Suas lagrimas são de fogo,
Não são lagrimas d enchente.
O mercado chorou,
Nesta noite chuvosa;
Onde o frio fez morada,
Noite indecorosa.
Tudo é transitório,
Nesta vida malvada;
E o mercado chorou,
Iluminou madrugadas.
*J.L.BORGES
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