A MORTE, ETERNA COMPANHEIRA.
A morte satisfaz,
Naquele seu jeito,
Inocente, cheio de graça;
Suprema ternura,
Tenra graça;
É doce a candura,
Por onde ela passa.
O beijo da morte,
É leve, é suave,
Não dá medo,
Nunca dói,
Qual é o seu segredo?
Um universo indelével,
Num reverso que constrói?
A morte sempre caminha,
Silenciosa a nosso lado,
Que seria de ti,
Oh! Pobre coitado!
Se morrer fosse impossível?
Jamais darias adeus,
E nem sonharias com o outro lado...
*J.L.BORGES
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