CIDADÃO JACÚ
Cidadão jacu,
Infeliz infante;
Serás sempre tu,
Raquítico elefante?
Tu sonhas fuzis,
Grandes odisséias;
Nestes teus Brasis,
Onde sou platéia.
Onde teus quartéis,
Te levaram a nada;
Porres nos bordeis,
Quedas nas calçadas
Cidadão jacu,
Da farda rasgada;
Do destino incerto,
Vida estragada.
Onde estão teus sonhos,
Que um dia plantastes;
Nesta militância,
De guerras e artes.
Onde está a barba,
Que tinha na cara
É com a cara lisa,
Que hoje me encaras
Cidadão jacu,
Pobre cidadão;
Será sempre tu,
Resto de ilusão.
É num quadro lindo,
Que um dia pintastes;
Que te vejo agora,
Perto dos combates.
*J.L.BORGES
1994
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