NA MESA DO BAR
Sem saber a onde ir,
Eu me perco em um bar;
A sorver oque esta a ferir,
E que me põem a cantar.
E decantando a donzela ferida,
Pelo amor que a ela mais dei;
Eu refresco minha vida bebida,
O licor que dela não ganhei.
Sinto um tédio na mesa vazia,
Sem a donzela para me abraçar;
Sinto escassa esta vida sombria,
Me perdendo na mesa de um bar.
Me procuro e me acho embriagado,
Me procuro e me perco depois;
Sem saber tua imagem a meu lado,
Cata os restos que sobrou de nós dois.
*J.L.BORGES
Camaquã.1985
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