CAVALOS SELVAGENS
Meu cavalo baio,
E minha égua prateada;
Fazendo amor,
No final da madrugada.
Meu cavalo baio,
E minha égua brasina;
Fazendo amor,
Naquela esquina.
Seres inocentes,
Na dança do amor;
Eu aqui muito louco,
De paixão e calor.
A menina não pode,
Pois o pai não consente;
Vem plantar escondido,
Vou pegar minha semente.
*J.L.BORGES
Camaquã.1984
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