MEU VALE VERDE
Donzela, minha cândida flor,
Ilha fértil de ternura;
Vale verde do amor,
Amor feito de candura.
Doce amor, doce carinho,
Indo só ao encontro meu;
Velejando num caminho,
A onde tudo nasceu.
Depois tudo se perdeu,
Isto eu sei, pois te perdi;
Verdade que o amor morreu,
Antes porem eu não morri.
Devo agora estar sonhando,
Inverno de uma paixão;
Vale verde entoando,
Amor no meu coração.
Débil melodia minha,
Ingênuo amor tão criança;
Vale verde, minha rainha,
Agora, eterna lembrança.
*J.L.BORGES
Porto Alegre.1978
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