“BRIGAS”
Quando penso que nossas brigas,
É um vulcão adormecido;
Por nada, ou quase nada,
Ela entra em ebulição.
Devasta nossas almas,
A paz tão rara e tênue;
Destrói o nosso corpo,
Os nossos corações.
São brigas sem sentido,
Serpentes interiores;
Em zangas incontroláveis,
A sufocar como caixões.
São adagas afiadas,
Rasgando as nossas carnes;
Matando o nosso amor,
As nossas ilusões.
*JORGE LUIS BORGES
Nenhum comentário:
Postar um comentário