quarta-feira, 25 de abril de 2018

BRIGAS

“BRIGAS”

Quando penso que nossas brigas,

É um vulcão adormecido;

Por nada, ou quase nada,

Ela entra em ebulição.

Devasta nossas almas,

A paz tão rara e tênue;

Destrói o nosso corpo,

Os nossos corações.

São brigas sem sentido,

Serpentes interiores;

Em zangas incontroláveis,

A sufocar como caixões.

São adagas afiadas,

Rasgando as nossas carnes;

Matando o nosso amor,

As nossas ilusões.

*JORGE LUIS BORGES

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