domingo, 4 de fevereiro de 2018

TEMPESTADE

TEMPESTADE

O eterno brama por paz,

O eterno brama por justiça;

Serpente de fogo a divagarem;

Riscando o manto cinza da noite,

E fazendo as janelas dançarem

Velhos deuses milenares,

Jogam gotas cristalinas;

Sobre ela,

Enquanto ventos peraltas,

Levantam a saia dela.

   *J.L.BORGES

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