TEMPESTADE
O eterno brama por paz,
O eterno brama por justiça;
Serpente de fogo a divagarem;
Riscando o manto cinza da noite,
E fazendo as janelas dançarem
Velhos deuses milenares,
Jogam gotas cristalinas;
Sobre ela,
Enquanto ventos peraltas,
Levantam a saia dela.
*J.L.BORGES
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