IGNORÂNCIA
O monstro anda a solta,
Castrando os sonhos da gente;
Roubando o sonho inocente,
Da criança que hoje chora.
Eu também tenho receio,
Medo deste monstro atroz;
Que não reconhece a voz,
Da criança que implora.
Eu também imploro sonhos,
Uma chance de vencer;
Esta estranha doença,
Que é o medo de aprender.
O monstro anda a solta,
Anda espreitando no escuro;
A luz que teimosa brilha,
Desafiando o obscuro.
Quem será este monstro,
Que não tem obediência;
Será um monstro acuado
Dentro da nossa consciência?
*J.L.BORGES
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