sábado, 10 de fevereiro de 2018

OCASO

OCASO

A onde o sol se por,

Teu rosto de maçã vejo,

Teu riso escasso e triste,

O onde a febre deste desejo,

De abraçar-te me faz pior.

A solidão por ti existe,

A tua ausência que persiste,

São as penas da minha dor,

Onde a frívola carência

De te tocar,

Me mata amor.

 *J.L.BORGES

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