DOIS CÉUS
Eu vejo um céu azul,
Alem deste céu particular,
Onde não existe fome,
Nem o fogo que consome,
A pressa de terminar.
Eu vejo teu sorriso,
Aquele riso infantil,
Parecendo o céu anil,
Com medo de algum inverno.
Eu vejo as portas do inferno,
Me convidando a entrar;
Invadir teu céu azul,
Teu mundo particular.
Eu vejo que nada existe,
Quando os sonhos são vazios.
Eu vejo que tudo é triste,
Quando a miséria resiste.
Eu vejo fome no mundo,
O inferno no submundo,
Dominando o triste povo;
Não vejo nada de novo,
Pois vejo o mundo acabar,
Na dor que este pobre herda,
Num céu sob um céu de fogo.
Vejo que o caos toma conta,
Deste mundo que me enerva,
Eu vejo almas tontas,
Se afogando num mar,
De lagrimas, de dor, de merda.
*J.L.BORGES
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