quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

CHEIRO DE TERRA


GUAÍBA, DEZEMBRO DE 2000.

CHEIRO DE TERRA

Sinto o cheiro do arvoredo,

Sinto o cheiro desta terra,

Cheiro de meus arrozais.

Vem a noite e seus segredos,

O sossego dos trigais.

Sinto o cheiro deste mato verdejante,

Desta jovem primavera a espiar,

Aquela moça elegante;

Sinto o cheiro dos pomares,

Os instantes nos pombais.

Este cheiro da mata virgem,

Dos pomares, e seus pardais,

A noite e seus velhos medos;

O luar eletrizante,

Na sua brancura de paz.

Ouço a musica ventania,

A sussurrar versos de amor,

No reverso vendaval;

A geada madrugada em manhãs frias,

Colorido e perfumando o matagal.

Sinto cheiro da amada que me espera,

Depois de um dia de sol na lida,

Sinto cheiro desta terra tão querida;

Cheiro desta terra amiga,

A minha casa perfumada de jasmim.

 *J.L.BORGES

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