SEMENTES DE SÃO JOÃO
São tantas estrelas,
Na noite que estouram;
Clareando as calçadas,
Do meu coração.
Disputam os balões,
Os céus desta noite;
Voando mais alto,
Que os gaviões.
Bandeiras tremulam,
No peito da gente;
São tantas as cores,
Não posso contar.
A fogueira crepita,
Na frente da casa;
Vontade tão louca,
Eu quero pular.
A gaita faceira,
Serpenteia na sala;
Fazendo a gente,
Sorrir e dançar.
O violão chora,
Solito num canto;
Dizendo que é hora,
Da gente cantar.
E assim passa a noite,
E fogem as estrelas;
Só fica a saudade,
No meu coração.
O dia amanhece,
O sol queima ardente;
Germinando a semente,
Do meu São João.
*J.L.BORGES
1989
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