“QUANDO MORRI...”
Quando morri em Camaquã,
Os meus sonhos da infãncia foram embora;
Fiquei pedindo sonhos e só ganhei,
Outras horas.
Quando morri em Cachoeirinha,
Tão menino, não podia nem chorar;
Mas arranquei os espinhos da minha alma,
E voltei, pois queria era sonhar.
Quando morri em Porto Alegre,
Tentei abrir sozinho a minha porta;
A saudade estava na sala me esperando,
A solidão e horas mortas.
Quando morri de novo em Camaquã,
Meu futuro ficou preso no passado;
Me tranquei num cantinho do lugar,
Esquecido, desprezado.
Quando morri novamente em Cachoeirinha,
Sozinho escalei a montanha do meu ser;
Reaprendo a sorrir,
Reaprendo a sonhar e a querer.
Quando morri em Gravataí,
Te encontrei doce amor de minha vida;
Aprendi a amar e compreender,
Que a vida á bela, é querida.
Quando morri novamente em cachoeirinha,
Meu futuro começou a me sondar;
A mostrar que a estrada do sucesso,
Esta bem perto e devemos conquistar.
Quando morri outra vez em Porto Alegre,
Descobri que o sucesso alcançado;
Me deseja, te deseja meu amor;
E assim caminhamos lado a lado.
Quando morri outra vez em Porto Alegre,
Tantas portas se abriram a meu redor;
Escolher a porta certa, pensei,
Com certeza é bem melhor.
Quando morri novamente em Guaiba,
Resolvi ficar e progredir;
Cultivando as coisas boas desta vida,
Que esta aqui, junto a nós sempre a sorrir.
Já morri tanto nesta vida,
Conquistando passo a passo esta jornada;
Como será o meu amanhã,
Morrerei novamente em outras estradas?
*J.L.BORGES
Nenhum comentário:
Postar um comentário