quinta-feira, 19 de abril de 2018

QUANDO MORRI...


“QUANDO MORRI...”

Quando morri em Camaquã,

Os meus sonhos da infãncia foram embora;

Fiquei pedindo sonhos e só ganhei,

Outras horas.

Quando morri em Cachoeirinha,

Tão menino, não podia nem chorar;

Mas arranquei os espinhos da minha alma,

E voltei, pois queria era sonhar.

Quando morri em Porto Alegre,

Tentei abrir sozinho a minha porta;

A saudade estava na sala me esperando,

A solidão e horas mortas.

Quando morri de novo em Camaquã,

Meu futuro ficou preso no passado;

Me tranquei num cantinho do lugar,

Esquecido, desprezado.

Quando morri novamente em Cachoeirinha,

Sozinho escalei a montanha do meu ser;

Reaprendo a sorrir,

Reaprendo a sonhar e a querer.

Quando morri em Gravataí,

Te encontrei doce amor de minha vida;

Aprendi a amar e compreender,

Que a vida á bela, é querida.

Quando morri novamente em cachoeirinha,

Meu futuro começou a me sondar;

A mostrar que a estrada do sucesso,

Esta bem perto e devemos conquistar.

Quando morri outra vez em Porto Alegre,

Descobri que o sucesso alcançado;

Me deseja, te deseja meu amor;

E assim caminhamos lado a lado.

Quando morri outra vez em Porto Alegre,

Tantas portas se abriram a meu redor;

Escolher a porta certa, pensei,

Com certeza é bem melhor.

Quando morri novamente em Guaiba,

Resolvi ficar e progredir;

Cultivando as coisas boas desta vida,

Que esta aqui, junto a nós sempre a sorrir.

Já morri tanto nesta vida,

Conquistando passo a passo esta jornada;

Como será o meu amanhã,

Morrerei novamente em outras estradas?

*J.L.BORGES

Nenhum comentário:

Postar um comentário