“NATAL”
Vejo luzes nas vidraças,
Tontos brilhos incessantes;
Negros obuses expostos em praças,
Nos quarteis dos arrogantes.
Em negritos os cartazes,
Nos mostrando ilusões,
Sonhos alzheimers e vorazes,
Serpenteando os corações.
Os sinos das catedrais,
Anunciando o bom menino;
De pés descalços vejo a paz,
Caminhando com o destino.
O velho bispo cheira a incenso,
Entre o prazer e a cruz;
Hoje é natal, estou propenso,
A pensar no bom Jesus.
*J.L.BORGES
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