segunda-feira, 16 de abril de 2018

MEUS FANTASMAS

“MEUS FANTASMAS”

Espíritos vagam no escuro da noite,

Onde luzes tremulam expostas ao vento;

São cadentes os sussurros hediondos os açoites,

Na calada da noite, são profanos lamentos.

Vejo almas penadas no canto do quarto,

Entre portas e janelas arrastando correntes;

Eu me tranco no quarto, mas eles não saem,

Ficam me espiando com seus olhos ardentes.

Eles são meus fantasmas e só zombam de mim,

Vagueando em minhas noites que eu passo sem sonhos;

Mas talvez se eu dormir eles possam ir embora,

Pra voltar noutra hora a meu quarto de sono.

*J.L.BORGES

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