BORBOLETAS DE NOVEMBRO
Onde estão nossa gente do passado?
O que estarão pensando neste momento?
Almas aladas soltas ao vento,
E a liberdade andando ao lado.
Borboletas de sonhos desinibidas,
Longe da vida que cultivavam;
Hoje são sopros, são melodias,
São ventanias nas catedrais.
Doces espíritos buscando paz,
Deixando flores, galgando historias;
E aqui ficaram nestas memórias,
Que a vida traz por algum tempo.
Gentes que estão por toda a parte,
Nos vigiando, pois querem estar,
Nos corações dos que ficaram,
Hoje semente dos que partiram.
*J.L.BORGES
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