quinta-feira, 5 de abril de 2018

BORBOLETAS DE NOVEMBRO

BORBOLETAS DE NOVEMBRO

Onde estão nossa gente do passado?

O que estarão pensando neste momento?

Almas aladas soltas ao vento,

E a liberdade andando ao lado.

Borboletas de sonhos desinibidas,

Longe da vida que cultivavam;

Hoje são sopros, são melodias,

São ventanias nas catedrais.

Doces espíritos buscando paz,

Deixando flores, galgando historias;

E aqui ficaram nestas memórias,

Que a vida traz por algum tempo.

Gentes que estão por toda a parte,

Nos vigiando, pois querem estar,

Nos corações dos que ficaram,

Hoje semente dos que partiram.

 *J.L.BORGES

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