PÉGASUS
Teu corpo é farta pradaria,
De pastagens que a todos desatina,
Com fontes de águas cristalinas,
Volúpias de prazer que a todos desatina.
Se teu corpo é farta pradaria,
De pastagem que a todos desatina;
Eu, pegasus a levitar em ti,
Nadando neste lago de águas cristalinas.
Procuro descobrir em teu belo corpo,
Segredos que só os deuses conhecem;
Entrar em teu vale de raros diamantes,
Instantes que os deuses obedecem.
Torno-me parte tua nesta transmutação,
Onde o eterno torna-se plausível;
Teu corpo é um campo de melenas morenas,
E eu este pegasus num sonho bem possível.
Um sonho onde cavalgo neste teu campo,
De sonhos...Promessas...De inspiração;
Sois plana...Suave...Estreita passagem,
A onde te louvo em divina oblação.
É assim que me vejo amado por ela,
É assim que a quero, é assim que a sinto;
Adorando-a e sendo adorado,
Perdido e encontrado em seu labirinto.
*J.L.BORGES
Nenhum comentário:
Postar um comentário