sábado, 24 de março de 2018

OUTRA VEZ

OUTRA VEZ

Outra vez amei demais,

E outra vez ela perdi;

Hoje eu triste estou aqui,

Mas as algurias esqueci.

Outra vez a encontrei,

Suplicando o meu amor;

Fecho a porta, não chorei,

Não preciso desta dor.

Outra vez estou sozinho,

Percorrendo a longa estrada;

Flores, pedras e espinhos,

Testemunham minha jornada.

Chego em casa solitário,

Eu, a saudade e a solidão;

Longo e triste e este rosário,

De silencio e ilusão.

Nesta casa só nos três,

Partilhamos deste sonho

Esta insônia, e outra vez,

Vou acordar neste abandono.

    *J.L.BORGES


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