NAQUELA TARDE DE CHUVA
A chuva umedece,
As plantas pacientes;
Enquanto as lagartas,
Expiam em frestas.
Na dança das árvores,
O vento é orquestra;
E as nuvens em preces,
Nos velam do alto.
São tantas nuanças,
Na vida que arde;
A cinza alegria,
No brilho do asfalto.
A noite agradece,
Começa esta chuva;
São bênçãos de Deus,
No fim desta tarde.
*J.L.BORGES
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