LABIRINTOS DO IMAGINÁRIO
Na curva do inconfundível,
O fundível torna-se realidade;
E o ilusório supremo,
Confunde-se com o redutível.
Nesta inconstância incalculável,
O saciável torna-se mistério;
Vidas fluindo no pó,
Num crescente incontrolável.
A conjunção do imaginável,
Nesta preponderância do ser;
É apenas um somatório,
No universo imponderável.
E os anos-luzes da distancia,
Entram neste mundo ponderável;
Abro as portas para o eterno,
E diluo-me no imaginável
*J.L.BORGES
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