sábado, 24 de março de 2018

BICHO PAPÃO

BICHO PAPÃO

Meu zoio chora a tua ausência,

Sem teu chamego me desespero;

Fico com medo sem tua presença,

Tando contigo fico facero.

Muié que acende os meus desejos;

Me faz vortá a ser moleque;

Na estripulia dos quentes beijos,

Eu fico tonto sem ter pileque.

Sair daqui eu não mais saio,

Nem se a puliça vir me prende;

Longe de ti eu me atrapaio,

Me espaio todo meu bem querê.

Nem na zoropa existi argúem,

Igual a tu, meu pão di ló;

Eu sou teu dengo, tu meu neném,

Muié dengosa, minha linda flô.

Nesta lucura sem compromisso,

Sou tua caça, minha tentação;

No recomeço do pricipiciu,

No fim da istória, sou teu papão.

*J.L.BORGES







Nenhum comentário:

Postar um comentário