DE BAR EM BAR
(A SOLIDÃO)
Nas luzes das lâmpadas,
Morrem os sonhos;
Mariposas esvoaçantes,
Em vôos medonhos.
E os sons nas calçadas,
Será o vento que chegou sem alertar?
No alto vejo a nuvem desbotada,
Num sem fim a flutuar.
Este sono se perdeu envolto em escuras,
Loucuras que chegaram com a solidão;
Neste copo de cerveja a tênue espuma,
Mostra-me como é fria a ilusão.
Sinto risos neste bar desmiolado,
Porem sei que é mentira desta gente;
Homens sós, em conflitos e isolados,
Vulneráveis nesta toca de serpentes.
A noite acaba sem sentido,
E pra cá volto vazio e mais cansado;
Sem os comprimentos fáceis dos amigos,
Levando apenas um desejo sufocado.
J.L.BORGES
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