A FLOR DO VENTO
Risível contas que escorrem,
Na palma da mão cansada;
Visíveis flores que morrem,
Sob cruzes na alvorada.
A luz das lâmpadas descansam,
Os sonhos da noite eterna;
Onde brancos pássaros cantam,
Em manhãs de primavera.
A flor do vento é cheirosa,
Em tardes de ventania;
Onde a tristeza preciosa,
Floresce em nossos dias.
Dias de doces lembranças,
Em nossos frágeis momentos;
Quando colhemos esperança,
Na flor dispersa do vento.
*J.L.BORGES
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