A CASA
Não me esqueço do amor,
Que flui desta casa;
Hoje um naco de dor,
Passarinho sem asa.
Velha casa esquisita,
Que tristeza me traz;
Nesta magoa maldita,
Tão dispersa de paz.
Casa escassa de sono,
E de sonhos também;
É cruel o abandono,
Eu aqui sem meu bem.
Este alguém que acolhi,
Nesta casa que era;
Antes dela aqui,
Uma só primavera.
*J.L.BORGES
Nenhum comentário:
Postar um comentário