sábado, 17 de fevereiro de 2018

PALOMAS NO MEU CÉU DE INVERNO

PALOMAS NO MEU CÉU DE INVERNO

Lá vai uma pombinha,

Branquinha da paz;

Levando a incerteza,

Que não satisfaz.

A pombinha prossegue,

Sem ver o futuro;

Quer a persegue,

Alem do escuro.

A pombinha da paz,

Leve e inquieta;

Olhando o presente,

Na porta entreaberta.

Ao longe o ruído,

Daquilo que cala;

Na voz juvenil,

De quem nunca fala.

Pombinhas voando,

No céu de inverno;

Levando a certeza,

Que é certo o eterno.

*J.L.BORGES

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