O DIA DA IRA
A bomba da paz,
Rosas violetas;
A pomba aqui jaz,
Entre borboletas.
Os gastos tambores,
Ofuscando os cristais;
Na noite rumores,
Gastando os metais.
No ramo leproso,
Implodem as surdinas;
São loucas raposas,
Rasgando as cortinas.
Marcham os gaviões,
Alem da avenida;
Soldados, leões,
Abreviando esta vida.
O guiso da cobra,
Na ponta da lança;
É o juízo que cobra,
E rouba a esperança.
*J.L.BORGES
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