quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

CARCERES

CARCERES

O meu quarto é sombrio,

Minha cama é fria;

O meu dia é vazio,

E sem alegria.

São lentas as horas,

O dia não passa;

A dor me apavora,

Minha alma é uma traça.

O tempo é lento,

A paz é veloz;

A ânsia, o lamento,

Suspiros da voz.

Não existe saída,

Só portas fechadas;

Cicatrizes, feridas,

Na alma arrasada.

Mas talvez algum dia,

A paz que devora;

E que frágil se anuncia,

Encontraremos lá fora.

*J.L.BORGES


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