quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

ÁGUA E AZEITE

AGUA E AZEITE

Não se deve semear joio,

Na lavoura da esperança;

Nem colher frutos amargos,

Do pomar da indiferença.

O ciúme é igual ao corvo,

Em sua eterna camuflagem;

Roupas brancas na aurora,

Vestes negras no ocaso.

Hoje o homem vai à lua,

Amanhã viaja ao tempo;

Logo ali naquela esquina,

O ancião mendiga pão.

Os valores do passado,

Nada valem no presente;

Religião, sociedade e política,

Um triangulo impossível.

     *J.L.BORGES

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