quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

TREZA DEGRAUS

TREZE DE GRAUS

São treze degraus intactos,

Separando a vida da morte;

Feitos de concreto e abstrato,

No fraco e no homem forte.

Um degrau é da amizade,

O outro do nascimento;

Semente da eternidade,

Num mundão de esquecimento

Um degrau é da verdade,

Num imenso mutirão;

De sonhos e de saudade,

O outro degrau, razão.

Um degrau é do progresso,

No eterno pais dos sonhos;

Onde o homem sem sucesso,

Naufraga no eu tristonho.

Existe um degrau estranho,

De paz... guerras... incertezas;

Onde o amor não tem tamanho,

Onde não vinga a tristeza.

Existem treze degraus,

Ao longo da avenida;

Um degrau do homem mau,

O outro do amor e lida

Degraus de mãos opressoras,

De mãos que oferecem pão;

Caridade promissora,

Na face do bem irmão.

Existe um degrau chamado,

Segredos do bem viver;

Num mundo catalisado,

O outro é saber morrer.

Existem treze degraus,

Separando a vida da morte;

Separando os bons dos maus,

O ultimo se chama sorte.

Treze degraus feitos de sonhos,

No punho da eternidade;

Luzes de um mundo medonho,

Treze degraus... Treze verdades.

  *J.L.BORGES

Nenhum comentário:

Postar um comentário