ROSAS DE HIROXIMA
No abstrato concreto,
Do vácuo profano;
No luxo e no lixo,
A virgem é nefasta.
Correndo veloz,
Ao lado do mal;
Levando o algoz,
E o gosto do fel.
Perene mortal,
No gosto objeto;
Igual cio de gatos,
Certeiro e insano.
Seus beijos de mel,
São beijos banais;
São rosas iguais,
As de Hiroxima.
*J.L.BORGES
1994
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