FOGO SELVAGEM
Chamas de um fogo a queimar ardente,
Inundando de luz este meu escuro;
És o meu sol, meu astro incandescente,
Passagem certa para meu futuro.
Chuvas de estrelas a tombar em mim,
Meu raio rubro a rasgar o vento;
Da tempestade que não tem fim,
Que nunca sai do meu pensamento.
Magna inefável de um meteoro,
A bailar suave em meu infinito;
A luz andante que eu decoro,
Ao fotografar este olhar bonito.
Olhar de estrelas, dois diamantes,
Enriquecendo minhas madrugadas;
Vulcão selvagem a me lançar brilhantes,
Nesta volúpia desenfreada
E na procura desesperada,
Estes lábios são sois rompantes;
Me iluminando na longa estrada,
A louca estrada de dois amantes.
*J.L.BORGES---1990
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