domingo, 7 de janeiro de 2018

FOGO SELVAGEM

FOGO SELVAGEM

Chamas de um fogo a queimar ardente,

Inundando de luz este meu escuro;

És o meu sol, meu astro incandescente,

Passagem certa para meu futuro.

Chuvas de estrelas a tombar em mim,

Meu raio rubro a rasgar o vento;

Da tempestade que não tem fim,

Que nunca sai do meu pensamento.

Magna inefável de um meteoro,

A bailar suave em meu infinito;

A luz andante que eu decoro,

Ao fotografar este olhar bonito.

Olhar de estrelas, dois diamantes,

Enriquecendo minhas madrugadas;

Vulcão selvagem a me lançar brilhantes,

Nesta volúpia desenfreada

E na procura desesperada,

Estes lábios são sois rompantes;

Me iluminando na longa estrada,

A louca estrada de dois amantes.

 *J.L.BORGES---1990

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