segunda-feira, 13 de novembro de 2017

UM SONHO A MAIS


UM SONHO A MAIS

Não é proibido sonhar,
Deixe-me sonhar um pouco;
Para depois acordar,
Longe deste meu sufoco.

Sei que não é proibido sonhar,
Venha então sonhar comigo;
Só assim irei voar,
Para um mundo novo e amigo.

Não vou me arrepender do passado,
Nem vou temer o futuro;
Futuro que veio iluminado,
Por um tempo prematuro.

Tempo do nada possuir,
A não ser um frágil sonho;
Com seu débil frágil sorrir,
Dentro de um tempo medonho.

Cheio de democratas inconformados,
E comunistas tristonhos;
Num mundo pobre a e arrasado,
Cheio de meus velhos sonhos.

Que vieram carregados de esperanças,
E de gestos patriarcais;
Pincelados de lembranças,
Florindo meus sonhos e ais.

 *J.L.BORGES


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