segunda-feira, 6 de novembro de 2017

SEM RUMO


SEM RUMO

Lento e sem estética,
Eu sigo meu caminho;
Brusco caminho sem ética,
Sem abrigo anti nuclear.

As profundezas do inferno,
Se abriram para passar;
A pálida rosa do inverno,
Sem futuro.

O infantil monstro cibernético,
Engole no escuro;
Vultos assustados e patéticos,
Que fogem desesperados

Todos os caminhos levam a um só,
A um rumo ignorado;
Corpos rastejam no pó,
Povo triste e assustado.

Povo que olha o sol nascer,
Na ânsia de um bom dia;
Canhões retumbam no amanhecer,
Sufocando a alegria.

E eu sigo lentamente,
Pensando em dormir, mas não durmo;
Pois o meu sonho é presente,
Não sonho e sigo sem rumo.

 *J.L.BORGES
Camaquã.1985

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