CHUVA E VENTO
Mais uma noite que passa,
Por sinal uma noite de chuva.
O vento sopra igual a um lobo selvagem,
Seus lamentos chegam a me dar calafrios,
E eu quieto neste canto, escutando o seu canto.
O vento bate frio na janela embassada,
Passa como seu fosse um raio invisível,
Balançado alguns trapos pendurados nos cordões;
Ouço o gemido de alguém que está com medo,
Ouço a angustia terrível, daquele bate pé sem parar.
Chegou a hora de dormir,
O silencio toma conta da noite,
Só o vento e a chuva ficam rindo de mim,
Tomando conta de meus pensamentos,
Fazendo-me perder o sono.
Eu fico de olho estralado,
Não sei mais o que acontece lá fora;
O silencio me faz pensar,
A chuva e o vento não me deixam dormir,
Estou acordado com minhas longínquas distancia.
Alguém tosse, alguém fala, alguém ri,
Estou torcendo para que logo chegue o amanhã,
Com seu café da manhã;
E um moroso dia que me dará alegria,
Pois eu ficarei mais perto de você.
*J.L.BORGES
Camaquã.1984
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