JANELA SOBRE A PRAÇA
Encontrei você,
Tão triste e sozinha;
Querendo meu amor,
Implorando meus carinhos.
Eu passei,
Nem sequer meu olhar ergui;
Você chorou debruçada,
Naquela sombria janela.
Sem querer matei sua alegria,
Sufoquei, achei um pouco de graça;
E matei a ilusão que existia,
Naquela janela sobre a praça.
Não te encontro mais debruçada,
Sobre aquela sombria janela;
Olho e finjo indiferença,
Pois você foi embora.
*J.L.BORGES
PORTO ALEGRE.1981
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