terça-feira, 19 de setembro de 2017

FERIDAS DO AMOR

FERIDAS DO AMOR

O vento sopra mansinho,
A chuva escorre no chão;
E eu aqui tão sozinho,
Perdido na solidão.

O vento louco a soprar,
A chuva a fugir no chão;
Eu aqui a amar,
Recebendo ingratidão.

O vento esta a cantar,
Uma triste melodia
E eu aqui a sonhar,
Nesta noite escura e fria.

A chuva está a cair,
A molhar este meu chão;
Eu triste aqui a ouvir,
Batidas do coração

O vento e a chuva forte,
Aumentam a minha dor;
Tão lenta é a minha morte,
Com esta feridas do amor.

 *J.L.BORGES
Camaquã.1977

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