“PRISIONEIRO DE MIM”
Nossas casas estão trancadas,
Cadeados e fechaduras;
Enquanto isto nas ruas,
Uma corja alienada.
Sou prisioneiro de mim,
E eles, os carcereiros;
Nosso catre verdadeiro,
Esta longe de ter fim.
Tantas janelas gradeadas,
E tantas trancas nas portas;
Sistema bruto que entorta,
Tontas leis, e uma lida errada.
E os presídios de fato,
Abarrotados também;
Esta terra de ninguém,
Torna o sistema nefasto.
Não tem lugar pra ficar,
Eles, lá soltos nas ruas;
Coloco mais fechaduras,
E me ponho a vigiar.
*J.L.BORGES
Nenhum comentário:
Postar um comentário