NOVEMBRO ESTÁ VAZIO DIA 23
Naves riscam os céus deste planeta,
Criança que flutua no infinito;
Ao sons de bandas jovens, e os cometas,
Rebeldes dançarinos em louco agito.
Eu vejo no gingar das bailarinas,
Estrelas cadentes em desatino;
Indelével crepitar, pois são meninas,
Brincado de esconder com o destino.
E no vazio estrelar de mil novembros,
A primavera é deusa que levita;
Entre os escombros e os remendos,
De uma vida incansável e tão bonita.
Novembro está vazio dia 23,
Entre moléculas frágeis e os gametas;
As sombras em declínio perdem a vez,
Enquanto naves riscam este planeta.
*J.L.BORGES
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