“NOITE”
No tênue tremular dos sonhos,
Os mistérios da madrugada,
Confundem-se com a noite fria,
Que passam, e a lua esguia,
Me leva a seus leves braços.
O vento andejante,
Este vento aventureiro vem,
E beija a vidraça,
Da casa adormecida,
Mosqueada em seus segredos.
A quentura da minha cama,
Não me deixa acordar,
Me surpreendo levitando,
Num pavilhão de sonhos,
Enquanto a noite virgem,
Não deixa o sol chegar.
*J.L.BORGES
2002
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