sábado, 2 de junho de 2018

NOITE

“NOITE”

No tênue tremular dos sonhos,

Os mistérios da madrugada,

Confundem-se com a noite fria,

Que passam, e a lua esguia,

Me leva a seus leves braços.

O vento andejante,

Este vento aventureiro vem,

E beija a vidraça,

Da casa adormecida,

Mosqueada em seus segredos.

A quentura da minha cama,

Não me deixa acordar,

Me surpreendo levitando,

Num pavilhão de sonhos,

Enquanto a noite virgem,

Não deixa o sol chegar.

*J.L.BORGES

2002

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