terça-feira, 5 de junho de 2018

MEU NACO DE CAMAQUÃ

MEU NACO DE CAMAQUÃ

Este solo macanudo,

Onde o gaúcho quer paz;

Não interessa as a guerra,

Aos graúdos satisfaz.

Eu sou miúdo, mas guapo,

E respeito a tradição;

Sou memória dos farrapos,

O trago de mão em mão.

Sou grito do quero-quero,

O canto do sabiá;

Nas canções de desespero,

Sou lagrima de Aceguá.

Sou gaúcho viajante,

Andante neste rincão;

Sou gauderio, sou infante,

Sou tropeiro, sou peão.

Bento Gonçalves dizia,

O Brasil é este pago;

Hoje a historia farroupilha,

Eu sorvo no mate amargo.

Me lembro de Garibaldi,

De Anita e Gomes Jardim;

Neste Guaíba debalde,

Que trago dentro de mim.

Sou gaúcho e brasileiro,

Sonhando com o amanhã;

Meu Brasil, Rio Grande inteiro,

Num naco de Camaquã.

  *J.L.BORGES


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