terça-feira, 5 de junho de 2018

AS RUAS DO MEU GUAIBA

AS RUAS DO MEU GUAÍBA

Na rua da beira,

Lá vejo a sereia,

Com sua mini-saia,

Dançando ao vento;

São doces momentos,

Que a vida me dá.

A rua da igreja,

De pedras mal postas,

Calçadas dispostas,

Dispersas no tempo;

São brancas estas pedras,

Incrustadas no ar.

A rua da praia,

Na calma alegre,

Dizendo que é dia,

De se namorar;

Se amar um pouquinho,

Sorrir e sonhar.

A rua do engenho,

Que engenho não tem,

Mas lá tem alguém,

Que lembra de mim,

A chamo de rosa,

Rosinha meu bem.

A rua da ponte,

Na ponta do rio,

Mirando estas águas,

Do belo Guaíba,

Serão poças dágua,

Em plena avenida?

Nas ruas do centro,

Me ponho a andar,

Olhando as lojinhas,

Que vendem esperanças;

São doces lembranças,

Deste homem a cantar.

São ruas, vielas,

Que cortam as veias,

Das vilas... Favelas,

A onde o andante,

Gosta de caminhar,

Para estar junto delas.

São tantas as ruas,

Tão perto de mim,

Cortando a cidade,

Do norte a Jardim,

Flutuando igual pássaros,

Num vôo sem fim.

São tantas as ruas,

Que até fico tonto,

Lembrando-me delas,

Porem tem aquela,

Que nunca me esqueço;

A rua onde moro.

  *J.L.BORGES

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