sábado, 9 de junho de 2018

A PROCURA DO NADA

NA PROCURA DO NADA

Na procura de algo te amo tanto,

Sou tonto, pois te amo demais;

Sonho tua voz em pensamento,

Ouço teu riso a rir de mim.

Por te amar sou quase nada,

Apenas no campo um vaga-lume;

Tentando cortejar nas madrugadas,

A lua estranha e vagabunda.

Nesta vida calada que nada colhi,

Sou a semente estéril de algum futuro violável;

Onde o sol da ilusão e da incerteza,

Transforma em dia as minhas noites de solidão.

Porque te amo tanto eu não sou nada,

Se nada sou, nem louco posso;

Hoje que a noite de tempestade quer me ferir,

Sinto me igual a um marinheiro no negro mar.

     *J.L.BORGES

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