O TELEFONE
Útil mercenário,
Corrupto e prostituto;
Anda de mão em mão,
Por qualquer trocado.
Corpo nu, nada tem de seu,
Estático analista é este infeliz;
Viajante do passado perdido no moderno
Tão solitário quanto eu.
Neste cotidiano de efêmera solidão,
Manda noticias a onde não irei;
Fala com pessoas que nunca falarei,
Embora esteja cá, preso neste chão.
*J.L.BORGES
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