EFÊMERA
Minha esperança é apenas,
Feixe de luz, ilusão.
Fragmentos cósmicos,
Flutuando na imensidão.
Esta saudade é apenas,
Plumas leves de algodão;
Em sua dança serena,
Muito alem da multidão.
Esta tristeza parece,
Fraterno cantar das águas;
Preces, prantos e suspiros,
Lamentos que vem das almas.
Mas tudo passa na vida,
Veloz igual o trovão;
O eterno se torna efêmero,
Brisas na palma da mão.
*J.L.BORGES
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