CHINOCA DE QUARAÍ
Hoje estou retapado de mutuca,
Relembrando a chinoca fandangueira;
Bagaceira esta prenda que cutuca,
Minha alma que também é bagaceira.
Foi num fandango pras bandas de Quarai,
Que dancei com ela um xote bem rasgado;
E agora de ressaca estou aqui,
Longe dela, tão solito e tão magoado.
Pois a prenda se engraçou por um estancieiro,
E me deixou mosca tonta no salão;
Me afoguei em aguardente e o desespero,
Afagou meu gauderio coração.
Já faz tempo que larguei das gauderiadas,
Velhos tempos que jamais eu esqueci;
Não me esqueço da chinoca redomada,
Prenda bela que ficou em Quarai.
*J.L.BORGES
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