terça-feira, 27 de março de 2018

MANHÃS DE NOVEMBRO

MANHÃS DE NOVEMBRO

O sol que ilumina esta manhã,

É o mesmo sol que descansa a noite;

O vento que beija a face dela,

É o mesmo que provoca açoites.

No verdejante gotejar das árvores,

Passarinhos fazem suas moradas;

E a lua que espia o dia,

E a mesma das minhas madrugadas.

Se sinto nostalgia eu canto,

Se sinto esta tristeza eu amo;

Te chamo na paz da ventania,

Nesta alegria de amar te chamo.

O dia segue devagar,

Nos caminhos que ele mesmo faz;

Fazendo o sonho anunciar,

Um tempo de insinuosa paz.

Assim estas manhãs transcendem,

E acendem a chama que invade;

As almas dos apaixonados,

Num presente coração que arde.

    *J.L.BORGES

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